Review
Depois de quatro anos desde o lançamento de “Perfect Symmetry“, os ingleses do Keane retornaram do hiato com o seu quarto álbum “Strangeland“. É possível dizer ao final das doze faixas que compõe o disco e que eles não foram para uma “terra estranha” como sugere o título, mas sim eles voltaram pra casa. Voltaram para o terreno seguro que ajudou a lançar a banda, para as baladas piano-eletro-pop com vocal emotivo.
As três primeiras faixas do disco, que incluem o single “Silenced by the Night“, praticamente se misturam devido as estruturas melódicas semelhantes. Também são as faixas que mais evidenciam a volta as origens da banda e que mais vão agradar os fãs. As melodias dominadas pelo teclado compostas por Tim Rice-Oxley são doces e inofensivas, cantadas pela voz suave e afinada de Tom Chaplin mostram a banda tentando reviver seus melhores dias. Infelizmente da quarta faixa em diante o álbum fica monótono de se ouvir, o que só é quebrado um pouco na faixa “Black Rain“, que tem alguma influência de Radiohead, e na última e melhor canção do disco “Sea Fog“, quando o arranjo delicado e dark de piano ajuda a voz de Chapin a brilhar, finalmente criando uma atmosfera que transporta o ouvinte para outro lugar.
O que poderia ser bom por um lado e agradar os fãs da banda, acaba por ser um disco sem novidades, sem arriscar e ao mesmo tempo sem ser brilhante no que a banda se propõe a fazer de melhor, um mais do mesmo. O que é triste para quem esperava ver a banda evoluindo e menos inofensiva.






Alguém conseguiu perceber a influência do Vaccines??
além do produtor ser o mesmo? não =/
Eu esperava que esse CD seguisse a linha do Perfect Symmetry e fizesse algo de inovador. =/
No EP “Night Train” já se apercebeu uma (re)ligação com um pop barato e comercial. As expectativas de que aquilo foi apenas uma escorregada se revelaram, na verdade, uma mudança de rumos. Para o pior.
No novo Strangeland, a única música minimamente inspirada é o single “Silenced by the night”, que apenas atinge o mesmo patamar das boas – e não das ótimas – músicas do Keane.
O resto é quase trágico.
Chaplin exagera na presença, na emotividade e nas entoadas, no pior estilo do “wannabe arena rock”. Os arranjos e as programações dos sintetizadores de Rice-Oxley – que em outros tempos beiravam a genialidade – são pobres e até mesmo infantis, dignos de um album natalino ou “para baixinhos”. De fato, após a terceira faixa entra-se numa mesmice aborrecedora. É simplesmente chato e nauseante demais para deixar rolando.
Enfim, é triste ver que uma banda tão promissora, com um cara tão fora-de-série como Rice-Oxley e com influências tão interessantes – como as evidentes em “Perfect Symmetry” – tenha andado para trás.
Será que ainda há salvação para Keane?
para uma banda que emplacou 5 álbuns no primeiro lugar das paradas britanicas.
o que é um recorde (só é igualado pelo artic monkeys) e que em diversas listas especializadas colocam pelo menos um dos dois primeiros álbuns entre os melhores da historia da musica,o adjetivo inofensivo me parece nem um pouco adequado.
o strangeland apesar de ser mais do mesmo e ser sim um modelo do pop perfeito sem muitas inovações teve otima aceitação entre os fans..que a principio é o que importa