[Review] Keane – Strangeland
2.5/5

Depois de quatro anos desde o lançamento de “Perfect Symmetry“, os ingleses do Keane retornaram do hiato com o seu quarto álbum “Strangeland“. É possível dizer ao final das doze faixas que compõe o disco e que eles não foram para uma “terra estranha” como sugere o título, mas sim eles voltaram pra casa. Voltaram para o terreno seguro que ajudou a lançar a banda, para as baladas piano-eletro-pop com vocal emotivo.

As três primeiras faixas do disco, que incluem o single “Silenced by the Night“, praticamente se misturam devido as estruturas melódicas semelhantes. Também são as faixas que mais evidenciam a volta as origens da banda e que mais vão agradar os fãs. As melodias dominadas pelo teclado compostas por Tim Rice-Oxley são doces e inofensivas, cantadas pela voz suave e afinada de Tom Chaplin mostram a banda tentando reviver seus melhores dias. Infelizmente da quarta faixa em diante o álbum fica monótono de se ouvir, o que só é quebrado um pouco na faixa “Black Rain“, que tem alguma influência de Radiohead, e na última e melhor canção do disco “Sea Fog“, quando o arranjo delicado e dark de piano ajuda a voz de Chapin a brilhar, finalmente criando uma atmosfera que transporta o ouvinte para outro lugar.

O que poderia ser bom por um lado e agradar os fãs da banda, acaba por ser um disco sem novidades, sem arriscar e ao mesmo tempo sem ser brilhante no que a banda se propõe a fazer de melhor, um mais do mesmo. O que é triste para quem esperava ver a banda evoluindo e menos inofensiva.


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