[505 Entrevista + Fotos] Silva no SESC Pompéia

SILVA se apresentou terça-feira (15) no Sesc Pompéia / Foto: Guilherme Moraes - 505 Indie

Na última terça-feira (15) o Sesc Pompéia recebeu um ótimo músico que fez um ótimo show. SILVA é o músico, que misturando músicas do EP homônimo com músicas novas, tocadas até então apenas no Sónar, conquistou ainda mais o público que enchia a casa.

Foram ao todo treze músicas em pouco mais de uma hora. Além das já conhecidas “12 de Maio, “A Visita” e “Imergir” – sendo as duas primeiras tocadas duas vezes e ambas cantadas em coro pelo público – Silva tocou também músicas inéditas, como a “2012” que ele revelou ser o próximo single a ser lançado.

No palco se via um homem mais a vontade em comparação ao Sónar SP. Dois na verdade, já que Silva conta com a participação de Hugo Coutinho, músico e amigo de infância. Juntos e usando vários samples e sintetizadores, conseguem levar para o palco o EP com fidelidade.

Seu lado tímido e totalmente educado também é presença constante no palco, agradecendo ao final das músicas e soltando sorrisos de satisfação e alegria.

Alegria essa que, em um bate papo, ele compartilhou comigo pouco antes do show:

Você lançou um EP no final do ano passado e já assinou contrato com uma gravadora de renome, tocou no Sónar SP que é um festival também de renome, como você se sente com tudo isso?

Ainda estou com frio na barriga porque é tudo muito novo. Sempre produzi em casa e agora tenho que enfrentar palco, enfrentar público. É difícil mas estou curtindo muito.

Você não costumava fazer shows?

Fazia shows mas como músico de apoio. Tocava piano, violino em alguma banda e é bem diferente. Agora estou lá na frente, se errar sou eu errando. A responsabilidade é muito maior mas estou gostando muito da experiência.

A composição das músicas foram todas feitas por você, sozinho, mas pra fazer um show  é necessário uma banda para dar um apoio. Como você escolheu e como está sendo o entrosamento?

O pessoal me chamava de “Banda de Um Homem Só” e agora eu sou uma banda de dois. Tem o Hugo Coutinho que toca comigo, a gente se conhece desde pequeno porque minha mãe foi professora de música dele. Desde muito novo ele estuda música e no palco somos só nós dois. Dividimos as coisas e tentamos tocar ao vivo o máximo de instrumentos que conseguimos, pra ficar bem verdadeiro, não ficar fake. Usamos samples também ao vivo, claro, porque se eu fosse tocar igual o disco precisaria de uns oito músicos [risos].

Fora que você está acostumado a trabalhar sozinho.

Exatamente! Tem sido bem legal trabalhar com o Hugo. É um amigo, bom músico, tem me ajudado bastante. Mas não sei se vamos continuar assim pra sempre, talvez no próximo projeto eu aumente, ainda não sei.

Existe esse plano de aumentar?

Tenho vontade mas acho que banda você tem que ter uma ligação pessoal, tem que gostar das pessoas, o gosto tem que bater. Eu conheço bons músicos, mas não é só questão de tocar bem, é questão de ter afinidade mesmo, ser amigo, querer estar junto.

Você está fazendo bastante show? Como está sendo?

Ainda não estou fazendo muito porque estamos nos estruturando, mas agora a gente conseguiu comprar os nossos equipamentos, pra fazer um show direito. Recentemente fechamos shows no Oi Futura de Ipanema – em julho –  e em um festival em Ouro Preto – em setembro. Estamos tentando ver lugares em que a gente consiga realmente tocar o som de uma forma legal.

O álbum de estreia já tem data? O EP SILVA fez um sucesso tremendo, tem mais alguma coisa vindo?

Tem um álbum quase pronto, acho que só falta duas músicas para ficar totalmente pronto. Vai sair no meio do ano, entre julho e agosto.

E sobre esse álbum, vai ser somente de músicas inéditas ou você pretende colocar músicas do EP, já conhecidas do público?

Essa é uma questão que está rolando ainda. Acho que vão colocar algumas do EP antigo e umas seis músicas novas. Tem também a idéia de fazer dois Eps num disco só, como se fossem duas partes. Tipo lado A e lado B de um disco, mas vão ser sequência mesmo.

Eu sou viciado em “12 de Maio” então por favor coloque no disco!

Que legal! É, “12 de Maio” vai entrar com certeza.

E como foi tocar “12 de Maio” no dia 12 de maio, no Sónar SP?

[Risos] Foi surreal! Porque além de tocar no dia 12 de maio, no dia do Sónar, vieram dois amigos meus da Irlanda que tocavam comigo na rua. Então foi muito surreal eles estarem na platéia. Depois de tanto tempo tocando nas ruas irlandesas, sem expectativa nenhuma, a gente estava ali no Sònar, com um monte de músicos incríveis que a gente é fã.

Pretende voltar a Irlanda para fazer shows? Agora como um músico mais conhecido, experiente e completo…

Pô, quem dera! [Risos]. A Irlanda é terra de várias pessoas que sou fã, tem muito artista bom. O dia que eu fizer um show lá vai ser o ápice, não sei, acho que já vou poder me aposentar. Mas vontade de morar lá de novo eu não tenho, apenas visitar.

Para acabar, em poucas palavras, como foi tocar no Sónar SP?

Foi incrível! Frio na barriga total e eu to muito honrado por ter sido chamado pra tocar lá, ainda estou em extâse e muito feliz mesmo!

Galeria de imagens: – SILVA Sesc Pompéia – SP – 15/05/2012


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