[Review] Cloud Nothings – Attack On Memory

Talvez o mais impressionante no Cloud Nothings seja a velocidade em que as coisas aconteceram, levando em conta a pouca idade de Dylan Baldi, líder do projeto. O cara começou gravar as músicas em casa no computador com alguns parceiros, matando tempo entre uma aula e outra na Case Western Reserve University, em Cleveland, OH em 2009. As canções são liberadas como singles, e apesar do processo de gravação sem recursos, começa a fazer barulho na blogsfera (vide a queridinha "Hey Cool Kid"), o cara larga a escola para se dedicar a música e lança 3 cds em 3 anos pela Carpark Records.

Os primeiros discos, Turning On (2010) e Cloud Nothings (2011), traziam um pop-punk-indie-rock adolescente, raivoso e despretencioso, mas ainda imaturo. E é aí que o amadurecimento do lançamento Attack On Memory surpreende. O álbum tem uma forte pegada grunge, ainda mantém os elementos do punk-indie-rock adolescente do grupo, mas com muito mais dinâmica. Influências de Nirvana e Pixies são notadas em quase todas as faixas, e muito disso provavelmente se deve ao produtor Steve Albini que trabalhou nos discos In Utero, do Nirvana e Surfer Rosa, do Pixies. Músicas como No Future/No Past e Wasted Days tem mudanças constantes de ritmos, o famoso trecho calmo/trecho barulhento. Dylan Baldy ainda mantém o vocal rasgado, gritado no bom sentido (outra influência de Kobain?), mas já é um artista que sabe o que quer, criativo e que se fortalece como um dos grandes nomes de sua geração.

Sem dúvida, se daqui a 10 anos nós estivermos aqui ainda e o Cloud Nothings na ativa, e torcemos para que as duas coisas se confirmem, vamos lembrar desse disco como o primeiro passo na carreira adulta da banda.

Ouça o disco completo em stream aqui.

Nota: 7.5/10


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